Qual é o tempo para esperar?
Qual é o tempo de plantar?
A vida segue ligeira,
é preciso acompanhar.
Qual o caminho perto?
Qual o destino mais certo?
A vida passa tão rápido,
não para para eu reclamar.
Quantas coisas deixei de fazer
por medo do que iriam falar?
Quantas canções deixei de cantar
por medo de desafinar?
A vida passa ligeiro,
é preciso acordar.
Quantos abraços precisei
para não desmoronar?
Quantos encontros eu perdi
por medo de me encontrar?
A vida é mesmo engraçada,
do nada nos põe a pensar.
Quantos passaram por minha vida
e quantos irão passar?
A vida passa ligeiro,
é preciso aproveitar.
O beijo melequento do filho,
a fé da avó ao rezar,
a comida gostosa da mãe,
um filminho no sofá,
andar descalço na grama,
as ondas nos pés a quebrar.
A vida passa ligeiro,
é preciso se curar.
Da mágoa que ficou guardada,
da unha que está encravada,
da amizade que está na balança,
do medo de não ser nada.
A vida passa ligeiro,
é preciso se apressar.
Para falar para aqueles que ama
que existe motivo para sonhar.
Para descansar em meio à jornada,
porque o fim não tarda a chegar.
Para comer aquilo que queira
sem pirar em engordar.
Para brincar com as crianças de casa
e a sua resgatar.
Para lembrar de coisas passadas
e, de tanto rir, chegar a chorar.
A vida passa voando,
é preciso suportar.
Que nem tudo dará certo.
Que nem todos vão te amar.
Que terão dias cinzentos
e dores de gritar.
A vida passa depressa,
é preciso se atentar
para não ficar parada,
esperando a roda alguém inventar.
A vida acontece agora.
É preciso
Presente
Estar.